Por que o ritmo da criança importa mais do que o método
Me formei em Fonoaudiologia pela UFRJ e, desde a graduação, trabalho com fluência infantil, atraso na fala e
desenvolvimento comunicativo. Sou especialista em voz e formado em DIR/Floortime e ABA Naturalista. Mas o que
mais me incomodava na profissão não era falta de técnica.
Era ver crianças encaixadas em protocolos que não eram delas. Técnica de fluência na segunda sessão porque a
fila era longa. Mãe do lado de fora porque "atrapalhava".
A criança que mais me ensinou sobre gagueira veio depois de ter virado "a que não fala" na escola. A mãe dela
chegou achando que precisava de técnica. A primeira coisa que mudou foi o jeito da família reagir no momento
da travada. Não foi método. Foi a escuta, primeiro dela, depois da criança.
Cada conversa começa com: "Me conta a história do seu filho."
Adailton Junior, Fonoaudiólogo UFRJ | CRFa 17476 | Especialista em Voz | DIR/Floortime | ABA Naturalista